21 outubro, 2010

um arranhão na alma, uma nódoa negra na memória, um arrepio no coração.
estás presente e não estás lá, sei o que quero mas não, não quero!
é só uma breve parelesia no raciocínio, em que os sentimentos se apoderam da mente.
não é questão, não é resposta; não é dúvida, não é certeza; não é matéria, não é abstracção. é saudade, é falta, é estupidez, é ignorância. é querer e saber que não se tem.
obviamente que chega, obviamente é só um pensamento, obviamente não devia ter escrito isto.

11 outubro, 2010

desassossego

o sangue a fervilhar, a adrenalina a fluir. a cabeça pensa em mil coisas ao mesmo tempo; transforma os pensamentos em ideias, as ideias em acções a uma velocidade assustadora. o corpo não para, está definitivamente vivo. os pulmões trabalham a dobrar mas mesmo assim parece que ainda me falta o ar. desassossego.

09 outubro, 2010

um olhar colorido.

era uma vez uma menina que com os seus grandes olhos, via o mundo de uma maneira diferente.
ela pegava nos seus lápis de cor e punha-se a desenhar. pintava um céu cor-de-rosa porque pintar de azul era um absurdo, toda a gente o fazia. pintava a neve de amarelo e roxo porque tinha muito mais piada do que o aborrecido branco. pintava as borboletas do tamanho das pessoas, porque a sua beleza era tanta que não havia razão de serem tão pequeninas...
pintava tudo como queria, usava todas as cores da caixa e fazia os mais maravilhosos desenhos de sempre; eram seus, e não haviam desenhos iguais.
um dia, a menina deixou de pintar, disseram-lhe que o que desenhava estava errado. ensinaram-lhe que não se pinta fora do risco, que o céu era azul, a neve branca e as borboletas pequeninas; a vida era assim, e não ia ser ela que mudava isso.

a menina cresceu, vê os seus velhos desenhos e percebe que pode não mudar a cor do céu, da neve, ou o tamanho das borboletas... mas o seu céu ade ser sempre cor-de-rosa, a sua neve sempre amarela e roxa e as suas borboletas muito grandes e bonitas. continua a pintar com todos os lápis-de-cor e ás vezes ainda sai fora do risco, continua a desenhar o que quer, melhorando sempre os seus rascunhos e guardando os seus desenhos "errados".

;)

06 outubro, 2010

time

podemos controlar tudo, até o tempo; temos as memórias para nos dar o passado, a imaginação e ambição para prever o futuro. o "presente" é nos oferecido todos os dias e depende de nós se o abrimos ou ficamos a olhar para o embrulho . marcou, e admito, tenho saudade .

promenores da insignificância

a distância e a saudade são pormenores, o impossível é realizável. por exemplo, já pensaram bem a distância a que se encontra um estrela ? é calculável, mas inimaginável a brutal longitude a que estão de nós. apesar de tudo isso ainda as conseguimos sentir, ainda conseguimos observar a sua absorvente luz. por outro lado, ao olhar o céu vemos o seu passado; vemos estrelas que por vezes até já morreram, mas mesmo assim vê-mo-las. não há impossíveis, só coisas dão mesmo muito trabalho e que por vezes não temos da maneira que queríamos ...
fazer as escolhas certas, aquelas por quem vale a pena sonhar, e fazer o impossível. é quase simples, quase...

05 outubro, 2010

requer um elaborado pensamento, para a sua compreensão xD

"tudo o que fizeres na vida será insignificante, mas fá-lo, porque terá uma enorme importância."

02 outubro, 2010

coração vs cabeça

'já me custou' , pois a mim ainda me custa mas não ade ser por mt tempo ! a cabeça vai ter de ser mais teimosa que o coração e fazê-lo entender a realidade - pura e dura. estavas a 30cm ainda foi pior do que se estivesses a 30km, já se percebeu q não , já devia ter esquecido, mas eu vou conseguir ai vou vou ! e quem não gosta não come

the end

nunca conseguimos estar totalmente felizes. quando tudo nos corre bem, ás vezes nem damos valor ao que temos, pensamos que está garantido, e que nunca irá acabar; lá no fundo temos o sentimento de que nada dura para sempre mas estamos tão ocupados c a felicidade que nem reparamos nele.
quando não estamos bem queremos voltar a estar, por isso apoiamo-nos ao passado, a memórias; sabemos que um dia tudo volta ao normal, mas estamos tão ocupados com a tristeza que nem pensamos nisso.
valerá a pena ? estamos sempre em busca de ser felizes, mas acaba por nos corroer . é desgastante e apanha-se com cada desilusão que nem... acho que vou parar, vou parar de pensar; vou ignorar tudo, porque eu cancei ! honestamente estou farta e isto assim já não dá mais . portanto, novo capítulo, este já tem páginas a mais.

27 setembro, 2010

"(...)but all the miles that separate(...)"

há várias maneiras de sentir distância.
estranhamente, podes estar separado de alguém por quilómetros e quilómetros, mesmo assim sente-la e consequentemente sentes saudade (até mesmo quando n queres).
por outro lado, há aquelas pessoas que podem tocar-te, estar mesmo do teu lado e é como se não as sentisses e quando se vão, não existe sentimento algum, nem vestígio da sua falta.
nunca é a mesma coisa e o que me fascina, o que me dá pica, adrenalina é quem faz a diferença, quem me faz falta.
mas é assim, não se pode ter tudo o que se quer ...

25 setembro, 2010

gritei . gritei com todo o ar que tinha nos meus pulmões; gastei tempo, foi desnecessário . gritei pq apesar de já ter dito tudo, parece q msm assim n me ouvem; gritei pq não entendo silêncio e preciso das coisas ditas e feitas . quando eu quero alguma coisa dou tudo de mim, empenho-me a 100%, por isso gritei muito, mas muito alto . não foi suficiente, continuam sem me ouvir. agr olha... mais vale calar-me e ficar calada, é não é não.

18 setembro, 2010

a perfeição de errar

"aprende-se com os erros" - é verdade, mas também é importante arrependermo-nos de os termos cometido, só assim nos apercebemos que errámos. arrependimento, implica vontade de voltar atrás, implica olhar para o passado e corrigir o q foi feito. o ideal seria não os cometer, como tal é impossível, o mais próximo da perfeição que podemos atingir é remediá-los. teimosia e orgulho, os piores inimigos que se pode ter quando toca a fazer o que o coração nos manda . só queria dizer : ' sinto a tua falta e tenho saudades ' ; não digo, além de ser demasiado orgulhosa para o fazer, se o dissesse não me ligavas nenhuma por isso nem vale a pena. ade continuar assim, um 'erro' que não vai ser resolvido, que eventualmente havemos de esquecer... uma imperfeição.

16 setembro, 2010

tão simples, msm assim difícil de perceber

sente-me. fecha os olhos e sente-me. sente a minha respiração na tua pele, o meu sabor nos teus lábios, o meu pulsar no teu peito. sente-me e vai para além daquilo que os olhos vêm, imagina-me e sente aquilo que o olhar não alcança.
sente-me, ou então não .

a dream

sonhos. aquilo que a nossa alma realmente quer, que realmente teme, ou aquilo que realmente nos faz feliz. quando adormecemos e nos desliga-mos do mundo (e não é preciso fechar os olhos sequer), quando damos por nós absorvidos nas coisas que mais ansiamos. nos sonhos não somos aquilo que a vida nos faz ser, não vivemos aquilo que a vida nos faz viver ; somos o que desejávamos ser, vivemos a vida perfeita, sem receios, vivemos a vida que sempre quisemos viver.
sonhos, não passam de desejos. pedaços do passado, ou possíveis futuros.
pena, meus olhos não conseguem ver aquilo que não é mostrado .

04 setembro, 2010

sede

tenho sede, sede que não se trata com todas as gotas de água do mundo. uma sede que me seca todos os dias mais um pouco... perdida neste deserto que é a vida, quanto mais caminho mais temo que o oásis nunca chegue. de tempos a tempos lá vem uma miragem que depressa se desvanece, vai tão rápido como veio. sinto-me paralisada, parece que até o sangue vermelho e fervilhante que me corre nas veias está a secar. sinto-me sem forças, mas tenho que continuar, eu vou continuar! cada um de nós caminha sobre as suas dunas, caminhos cruzam-se, mas no final cada um tem de vencer as suas tempestades de areia. está perto... consigo ver o oásis, ei-de encher o meu cantil e depois seguir nesta viajem que só acaba quando paramos e desistimos. mas eu não, eu ei-de caminhar...