29 novembro, 2010

riscos e rabiscos

acredito que a vida é como uma biblioteca. vivemos de maneiras diferentes... há quem leia mesmo os livros e quem os deixe a ganhar pó, há quem observe entrelinhas e quem simplesmente folheie escrituras... não salto capítulos, nem tão pouco páginas. não ignoro uma única palavra e devoro cada linha com paixão, com a maior verocidade que consigo. uns livros maiores que outros, mais difícieis de entender. outros, puras delícias, maravilhas que nos fazem fervilhar. uma coisa é certa, todos nos ensinam alguma coisa e não devíamos deixar escapar nunhum por entre as mãos.
os rascunhos, linhas tortas, normalmente acabam amachucados, varridos no esquecimento. lamentavelmente são as folhas que devíamos guardar.
o pior é que na vida real nem sempre são contos de fadas, não é tão fácil como apagar com uma borracha e o "felizes para sempre" não passa de uma ideologia.

26 novembro, 2010

ups

24 novembro, 2010

madrugadas desencontradas


esta noite. sucumbiste-me á memória, atravessaste nos caminhos da minha mente. quando a noite já vai longa, agarras-me com pulso forte e transportas-me para onde me custumava perder. deliro. desencontro-me de mim, perco-me de ti, dou comigo sozinha, numa ilusão restaurada. finalmente acordo, olho para as horas e percebo que é cedo, muito cedo. entretenho-me contando estrelas, pegando nas minhas folhas de papel e sentando-me junto á janela a escrever madrugadas. sem mais nem menos caiu. caiu outra vez no sono, acontecimento inevitável. é então que me arrasto de novo e me voltas a deixar só, no meu subconsiênte com a memória que não pode ser relembrada. o pior, o pior disto tudo é mesmo a desilusão - acordar. é tocar na realidade e perceber que tudo não passou de uma lembrança, que o tempo não é maleável.o que me vale é que só me desapoquentas á noite.




já nem nos sonhos mando! 3 noites seguidas com a mesma coisa na mente... foda-se, chega.

23 novembro, 2010

dia 2 - os teus gostos

gosto: de pessoas . esplanada com os amigos, vir de directa e ir comer ao café, SG, lábios, andar na praia sozinha, shots (dos potentes se não, não tem piada), de piadas secas, de ser arrogante quando quero e com quem merece, de escrever, das estrelas, dos documentários sobre as estrelas, do meu perfume, do perfume que ele usava, de não me calar em altura alguma e ouvir toda a gente "sossega", de não deixar ninguém dormir quando está tudo cheio de sono, de músicas que me lembrem de alguém ou de alguma coisa, do meu telemóvel, de CHOCOLATE, de cerejas, de minis com amendoins/tremoços, de chuva, de quando confirmo que tenho razão, quando estou com um amigo que já não estava á muito tempo, de andar de autocarro quando a companhia é boa, de personalidades fortes, morder pessoas, de intervalos na escola, do "meu" beco, de fazer alguém chorar (LOL), de barrigas boas, de ser alta, de olhos grandes/diferentes, que me façam rir, de ser histérica, de me rir com motivo, de me rir sem motivo, de dar uma chapada daquelas mm bem aviadas, de skins, facebook, correr e espalhar-me, espalhar-me, cair da mota do joão maria, canetas de cor, bebida branca, de gente com conversas não básicas, de sonhos (quase) reais, de ciências, de pintar, de tocar qq instrumento, de música, de educação visual, de aparelho nos dentes, de morenos/as, de ruivos/as(...)
eh pah e já chega, mas a lista podia ser mt maior xD

agora mesmo

um travo de café que se engole interruptamente, férvolo, sentindo a língua a queimar; delicioso. o acender do cigarro, consumindo o seu fumo, ficando cada vez mais envolvida, mais viciada, mais descançada; necessário.
quando o coração bombeia música, quando danço e exorciso todos os males do meu corpo.



22 novembro, 2010

dia 1 - descrição de ti própria

missão quase impossível. não me posso descrever em meia dúzia de palavras, acho que nem em livros inteiros.. a melhor descrição de mim mesma são as minhas acções, tudo o que já fiz de bom e o menos bom também. sou daquelas pessoas que ou se gosta muito ou não se gosta nada. honestamente é-me impossível descrever-me, quem me conhece já sabe quem sou (ou pelo menos, um pouco do que sou). sou a "miúda inacreditável, com a enorme personalidade" e a "pita super infantil". MUITO IMPULSIVA. PERSISTENTE. sou o que ganho com o que vou perdendo, os meus erros e as coisas que faço melhor que ninguém. sou eu, directa e inconclusiva, sempre no inesperado. sou o que sou, eu, e o antónimo de mim mesma.

20 novembro, 2010

18 novembro, 2010

inteiramente congelada

frio, entra em cada célula do nosso corpo com a sua presença bem marcada. podia aquecer-me á lareira e esperar que cada parte de mim se descongelasse, podia fazer com que a paralesia se desvanecesse. não, gosto dos extremos; sou inverno, sou verão, sou frio, sou calor. continuar a correr contra o vento com o nariz bem gelado, deixar que o calor da minha essência, do sol de inverno, da adrenalina e da loucura sejam os únicos que tomam conta de mim.
quero tudo o que tiveres, por inteiro.

portas abertas com as janelas fechadas

casa nova, paredes pintadas de fresco . é o cheiro intenso a tinta que se entranha na pele, é o querer explorar mas saber que não posso tocar em nada, com a consequência de deixar uma marca e estragar o que foi feito. é querer deitar-me no colchão novo, mas ter falta de mobília e portanto deitar-me no chão árduo, gelado. é abrir as janelas sem conseguir abrir as precianas.
vives trancada, até que um dia foges, sais á pressa. queres voltar e apercebes-te de que não tens chaves de casa.
porque há sempre alguma coisa que nos impede, porque ás vezes não há remédio para o que foi feito.

14 novembro, 2010

pensamentos enclausurados


a caneta trancreve os pensamentos, as abstracções, o inconcreto para o real, para o papel. tento imprimir a alma, tarefa árdua que se torna impossível. por muito que escreva fica sempre tanto por dizer, teria de inventar um novo idioma para que tudo se percebe-se. tudo flui; as palavras que aqui cuidadosamente publico são o meu retrato, o retrato do que vivo, do que aprendo, do que sei, do que ainda não sei, são o mapa da minha mente. eu quero ser uma Mulher, com "M" grande, quero um dia olhar para o que era e sentir orgulho, quero ter a sabedoria que agora não tenho. quero pensar no que escrevia e perceber a evolução. já pensei, em tempos, que sabia muita coisa, que sabia o que tinha e o que não tinha; hoje, sei que tudo tenho para descubrir. são pedaços de mim que arrasto para a folha em branco, que depressa ganha cor, sabor, vida.

mais um texto, das centenas que guardo no(s) meu(s) caderninho(s), ou nas minhas folhas soltas. este apeteceu-me partilhar.


12 novembro, 2010


bilhete de autocarro, ir para o meio do campo, festa com os amigos... qq coisa, mas ás vezes só apetece:

11 novembro, 2010

obviamente parvoíces de filipa




Começa doce. Leva-nos a conhecer o inesperado, a prever a surpresa, a abstrairmo-nos com o comum, e desejar o fruto proibido. Faz-nos pensar que chegamos ao fim do arco-íris, e melhor ainda ilude-nos de que tal coisa como o fim do arco-íris, existe. Não construímos castelos no ar… simplesmente todo o mundo passa a flutuar, e de repente as nuvens parecem um óptimo sítio onde deixar a nossa cabeça constantemente. Começa doce, até que enjoa. Passa a chuva, passa o sol, acaba-se o arco-íris; ficam as nuvens, cada vez mais cinzentas, e nós finalmente descemos á Terra. O fruto proibido passa a ser demasiado caro, e simplesmente contentamo-nos com a maçã podre que cai no chão, já nem nos damos ao trabalho de subir ao cimo da árvore.
Começa doce, até que se enjoa e muda de sabor.


08 novembro, 2010

07 novembro, 2010

raios de sol e o calor no inverno

passado, passou .
passou, mas levou consigo o meu abrigo, aquele que me protegia do frio, do vento, da erosão, das chuvas e temporais . fiquei nua, gelada e sujeita aos maiores ataques. furacão, o passado varre tudo o que alguma vez tivemos, á sua passagem; deixa a saudade, a doença que nos infecta. doença que só se manifesta com o tempo, tempo esse aliado ao passado, tempo esse, que também nos corroe.
há a primeira fase, em que tentamos reaver o que nos foi tirado. permanecemos ao frio, imóveis, á espera que o abrigo volte, como por magia, traduzido numa brisa.
aos poucos e poucos apercebemo-nos que a hipótese é muito remota, e só em casos muito especiais nos é traduzido o passado ao futuro. é aí que deixamos que a saudade nos abrace e nos aqueça, torna-se num cobertor e aos poucos e poucos vamos apanhando retalhos e construíndo um novo abrigo . é aí que entramos na segunda fase e deixamos que a saudade e o passado fiquem onde devem ficar, no antes, no foi . é aí que 'esquecemos' (:

04 novembro, 2010


fazes o meu mundo parar e o tempo congelar .
fazes do segundo a eternidade que não quero perder , fazes a minha essência estremecer .
7/2010

saudades disto :')