Porquê? Nem sequer consigo escrever textos bonitinhos, esta sensação de inutilidade não me deixa. Não me larga o arrependimento, nem me larga a precistência, não me larga esta vontade de te ir buscar a casa e deitar-te ao meu lado a noite inteira, não me larga a desilusão e este aperto no peito que vai e volta á velocidade da luz. Não é que eu não queira, mas eles permanecem..
Não tenho corajem de nada, ficam as mensagens que não te consigo enviar, as lágrimas que nem tempo têm para secar, os textos que te escrevi, as mensagens que guardei e as coisas que me deste. As fotografias que não consigo apagar, como se fizessem as coisas melhorar e fazer-te voltar para mim.
Vais ser sempre a pessoa mais especial para mim, a única pessoa que me entra nos sonhos, nos desejos, nas melhores melhores memórias e mais fortes sensações. Aquela pessoa que depois de tudo eu nunca esqueci.. E não, ás vezes o tempo não ajuda, só faz parar de lembrar.
Eu não quero alguém como tu, quero-te a ti.
12 setembro, 2011
11 setembro, 2011
27 agosto, 2011
é mau quando parece que te posso perder, mas é muito melhor saber que continuas a me pertencer. é mau quando te vais embora, mas sabe tão bem ficar com o teu cheiro no corpo, como pedaços das memórias que ficaram á espera que voltes outro dia aparecendo sabe-se lá d'aonde para fazer sabe-se lá o quê.
fica comigo.
fica comigo.
13 agosto, 2011
Vulgar. Sim, vulgar, será que sou mesmo? Será que fiquei comum e me tornei fútil, desinteressante e igual a todas as outras? Bem, estou a começar a deixar de acreditar no amor e sinceramente já estive menos cançada de lutar por aquilo que quero. Secalhar tens razão, estou a mesmo a perder personalidade e sou vulgar.

25 julho, 2011
12 julho, 2011
não te incomodes
Cheios de egoísmos, meias palavras, acções incorrectas e incompreendimentos, as pessoas não param nem respeitam. O mundo não gira á minha volta, porque raio é que tenho que girar á volta dele?
Não sou comum, nem gosto de agir como se o fosse, não é preciso pisar para não ser pisado. Não é que a maior parte dos problemas não tivessem solução, mas é mais cómodo ficarem sobre uma incógnita. É mais rápido contar uma mentira do que explicar uma verdade, fingir que se vive do que viver, aceitar que se errou do que tentar de novo. Quem vive do cinismo não sofre as consequências directas, mete a sua própria vida em segundo plano, porque assim é mais fácil de viver, é mais fácil porque a verdade dói e quem diz a verdade normalmente também fica dorido.
Estou cansada de andar sobre os buracos nesta estrada, estou cansada de não ter direcções e cansada de que as pessoas não mostrem o mínimo de condescendência ou altruísmo, cansada de esperar ou de ser uma pedra no sapato. Estou cansada que ninguém se preocupe com ninguém, porque eu preocupo-me.
Não sou comum, nem gosto de agir como se o fosse, não é preciso pisar para não ser pisado. Não é que a maior parte dos problemas não tivessem solução, mas é mais cómodo ficarem sobre uma incógnita. É mais rápido contar uma mentira do que explicar uma verdade, fingir que se vive do que viver, aceitar que se errou do que tentar de novo. Quem vive do cinismo não sofre as consequências directas, mete a sua própria vida em segundo plano, porque assim é mais fácil de viver, é mais fácil porque a verdade dói e quem diz a verdade normalmente também fica dorido.
Estou cansada de andar sobre os buracos nesta estrada, estou cansada de não ter direcções e cansada de que as pessoas não mostrem o mínimo de condescendência ou altruísmo, cansada de esperar ou de ser uma pedra no sapato. Estou cansada que ninguém se preocupe com ninguém, porque eu preocupo-me.
01 julho, 2011
21 junho, 2011
Defeitos. Temos muitos, bastantes mesmo.
Eu digo as coisas sem pensar, enquanto tu ponderas, ouves, reages quando tiveres que reagir, quando tiveres o assunto mais que esmiuçado; eu não sou capaz, tenho que fazer, tenho que fazer logo.
Tu fazes-me esperar, eu odeio esperar.
Somos diferentes, pensamos diferente, temos defeitos diferentes.
Mas isso importa? Não, temos a melhor qualidade de todas - o amor.
20. 3 meses.
Eu digo as coisas sem pensar, enquanto tu ponderas, ouves, reages quando tiveres que reagir, quando tiveres o assunto mais que esmiuçado; eu não sou capaz, tenho que fazer, tenho que fazer logo.
Tu fazes-me esperar, eu odeio esperar.
Somos diferentes, pensamos diferente, temos defeitos diferentes.
Mas isso importa? Não, temos a melhor qualidade de todas - o amor.
20. 3 meses.
18 junho, 2011
A gata da vizinha
Ainda me lembro. Lembro-me de chegar á entrada de casa, pedir á mãe que abrisse a porta, ir de joelhos ao chão porque me apetecia, atirar com a mochila para qualquer lado e partir alguma coisa, mas como era pequenina não fazia mal. Lembro-me de chegar a casa da tia, tentar ser bem comportada e falar baixo porque "meninos, silêncio que a gata da vizinha está doente!" - coitada da pobre gata - sentava-me á mesa, com dificuldade por ter de subir aquelas cadeiras tão altas, pegava nos meus talheres e gostava de beber em copo de pé alto porque me fazia sentir responsável, fazia-me sentir "como os grandes"; era sempre uma mesa com os melhores petiscos, não uma mesa farta mas repleta de iguarias - sim, a minha tia sempre foi um pouco austera, por assim dizer, mas uma mulher de coração bom. Lembro-me de usar uma cadeira para chegar aos armários, lembro-me de cair sempre da cadeira; enfim, o mundo era mais divertido, mais simples, mas na altura só me apetecia crescer.
Que asneira. Do pouco cresci, percebi que o meu mundo continua a ser o mesmo, mas o tempo trouxe a responsabilidade, trouxe feridas e muitas outras coisas menos boas. Percebi que a vizinha nem tinha gata.
*
Oiço isto umas 3000 vezes por dia.
A música é linda e toda a gente já se sentiu assim: confusa porque alguém de quem gostavam não gostava da mesma maneira e nos provocou desilusão; fosse um amigo, um namorado, um pai, enfim, alguém importante. Não sei, nem tem nada haver com o meu estado de espírito neste momento, mas não sei, a música acalma-me, faz-me pensar e não consigo parar de ouvir.
Adoro.
Queria dar-te tudo. Dar-te o mundo, as estrelas e os planetas, os teus sonhos e os teus desejos, dar-te aquilo que pedes e o que não pedes. Queria dar-te tudo como me dás a mim.
O meu coração anda cheio como nunca andou, não sei como mas cada dia enche mais e descubro gavetas novas para encher de amor. Anda cheio e a rebentar por todos os lados, tenho no sangue, tenho-te como alimento de todas as minhas células. Explicas-me como fazes isto? Como é que me drogas permanentemente, me fazes deixar de sentir os dedinhos dos pés, fazer as mãos tremer quando escrevo ou provocar-me estes ataques cardíacos inesperados que deixo que me consumem e viciem?
Estou aqui de cara colada na almofada, com a cabeça sei lá onde e as mãos com vida própria a escrever sei lá o quê.
Queria dar-te tudo, mas já te dei o meu coração.
O meu coração anda cheio como nunca andou, não sei como mas cada dia enche mais e descubro gavetas novas para encher de amor. Anda cheio e a rebentar por todos os lados, tenho no sangue, tenho-te como alimento de todas as minhas células. Explicas-me como fazes isto? Como é que me drogas permanentemente, me fazes deixar de sentir os dedinhos dos pés, fazer as mãos tremer quando escrevo ou provocar-me estes ataques cardíacos inesperados que deixo que me consumem e viciem?
Estou aqui de cara colada na almofada, com a cabeça sei lá onde e as mãos com vida própria a escrever sei lá o quê.
Queria dar-te tudo, mas já te dei o meu coração.
11 junho, 2011
Não entro pé ante pé nem absorvo aos bocadinhos, mergulho de cabeça sem provar previamente, arrisco porque o risco leva-nos ao limite! Não gosto de palavras certas, decisões importantes, não gosto de "olá's" nem "adeus's" porque a sorte está sempre á porta de quem a quiser abrir, mas também de quem lá quiser entrar.
E comer gelados no inverno, nadar á noite ou dormir na rua verão.. ? Gosto de usar sandálias quando chove porque do outro lado do mundo faz sol e ás vezes, não estou deste lado do mundo.Encontrei o que tinha perdido, deixei muitas coisas pelas quais nunca tinha parado de lutar, curei muitas feridas abertas e ganhei muitas cicatrizes para contar.
Já toquei no amor e ele abraçou-me de volta, já conheci pessoas boas mesmo quando pensava serem espécie em extinção; já fiz coisas que me cabem no impossível e fiz sonhos realidade.
Percebi: ás vezes os defeitos também podem ser qualidades.
E comer gelados no inverno, nadar á noite ou dormir na rua verão.. ? Gosto de usar sandálias quando chove porque do outro lado do mundo faz sol e ás vezes, não estou deste lado do mundo.Encontrei o que tinha perdido, deixei muitas coisas pelas quais nunca tinha parado de lutar, curei muitas feridas abertas e ganhei muitas cicatrizes para contar.
Já toquei no amor e ele abraçou-me de volta, já conheci pessoas boas mesmo quando pensava serem espécie em extinção; já fiz coisas que me cabem no impossível e fiz sonhos realidade.
Percebi: ás vezes os defeitos também podem ser qualidades.
08 maio, 2011
cliché
o amor é físico. físico sim, mas não só nessa maneira mais obvia, é físico de todas as maneiras, todas e mais algumas.
é o cheiro que fica quando tudo o resto se vai, esse cheiro que acampanha a memória e permanece na almofada muitas vezes ensopada em lágrimas, muitas vezes companheira em sonhos quando alguma coisa nos falta. é o olhar, o olhar que não se esquece, mas o tempo passa e com a falta de reavivo da memória também já ninguém se lembra; recordar esse olhar que já me falou do mundo, já me isolou de todo o mundo, já me levou até para outro mundo. é todo o teu corpo, esse corpo que é meu por direito, corpo que te hospeda, enquando tu, a tua alma não podem estar nos meus braços.
e desgostos de amor? como se doesse só o coração.. dói-nos o corpo todo, cada músculo nos diz para desaparecer, cada pulsação aumenta o sentimento de impotência, podemos sentir, sentimos físicamente o amor na nossa corrente sanguínea. o estômago mal se aguenta, sentimos um vazio tal e qual como se nos tirassem metade de nós.
o amor também cura doenças, também nos faz levantar da cama quando é preciso, faz-nos prometer, faz-nos cumprir com as nossas promessas, faz cada dia valer a pena nem que seja só para ter um bocadinho de alguém. o amor é uma ciência que não se explica, um sonho sem termos que adormecer.
o amor também cura doenças, também nos faz levantar da cama quando é preciso, faz-nos prometer, faz-nos cumprir com as nossas promessas, faz cada dia valer a pena nem que seja só para ter um bocadinho de alguém. o amor é uma ciência que não se explica, um sonho sem termos que adormecer.
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