05 março, 2011

doença que me cura.
entras em mim - o corpo estremece; a alma tem em si uma felicidade exacerbada e ela dura e dura..
feridas ao sol com o tempo secam, deixando a marca, queimando a dor.
minhas feridas só conhecem tempestades; as lágrimas chovem, os gritos criam vendavais. as cicatrizes não se formam, as chagas sujeitam-se ao desgaste das saudades, ás mal-feitorias que o tempo trás.. e á poeira dos dias que as vão cobrindo e disfarçando. a doença não se cura, a doença vai durando..

02 março, 2011


promete.

"Recordar é viver, recorda-me e viverás. Esquece-me quando eu te esquecer e nunca me esquecerás."

01 março, 2011

é tudo um ponto de vista. por: filipa

segue os teus caminhos

seis da tarde e tenho frio.
a falta que sinto de ti aumenta no mesmo ritmo que o pôr-do-sol cresce, o calor se vai e o frio vai chegando. a noite trás destas coisas, trás-te a ti.
não sei á quanto tempo não te vejo nem te toco. não te sinto há tantos dias quantas as estrelas que consigo ver.
estrelas, são as tatuagens no céu, no pano de fundo de todas as nossas histórias, marcas das memórias que passaram, das que podíamos ter tido.
sete da tarde, continuo com frio, continuo sem ti, continuo a rabiscar nesta folha arrancada, reescrita e desenhada mil vezes, tantas quantas me lembrei de ti.

28 fevereiro, 2011

é tudo um ponto de vista. por: filipa

presos ao solo
(o blog teve de mudar de endereço, sorry para quem ainda lê disto)
pheengrola.blogspot.com - vermelhocompintinhas.blogspot.com

(e peço desculpa pela trogía de nome que se arranjou, mas foi do tipo: "madalena, margarida, um nome?" "não sei *continuam a ignorar-me*" e a minha pobre imaginação não deu para mais na altura, ups.) 

27 fevereiro, 2011

é tudo um ponto de vista. por: filipa

pendurados

os dias contam-se nas entrelinhas

Quem lê com o coração distante disto, vê: "tenho de ir". Eu sei o que está escrito nas entrelinhas: "vou e não sei quando é que volto. não sei se te volto a tocar, não faço a mínima ideia de quantas manhãs vamos acordar com o coração dorido e cheio de saudade, ou quantas estrelas vou ter de contar para equiparar as noites que contigo vou sonhar sem te ter aqui." e agora o que é que eu faço? quando vais quero que voltes, quando voltas não quero que tu vás. E ainda tenho que sorrir e dizer que aqui te espero, quando sei que podes nunca mais vir, mas és tudo o que eu mais quero.

07 fevereiro, 2011


wait for you 1000 days and 1000 nights *

estava sentada á espera, esperei dias, esperei por ti e pelo que prometeste. desconsolada dava por mim a tentar perceber o porquê de nunca mais chegares.
eu esperei tanto que já o tempo se tinha cançado de esperar comigo; o tempo desapacientado continuou e deixou-me ainda mais sozinha. pensava que ficava lá para sempre á procura de algo que nunca mais vinha, mas o sempre já não existía, os segundos não se passavam e só havias tu. engolida na abstracção de perseguir o inexistente, absorvi-me do mundo.. porque sim, eu continuava á tua espera até quando já tinha percebido que não vinhas. eu desesperava.
um dia, já desses há mais que contados, o tempo veio para buscar, deu-me dessas chapadas bem dadas e fez-me acordar, fez-me correr e levantar. fui embora, saí. não havía reacção possível ou desejo concretizável, isto - tinha de que ser feito.
e agora? será que sempre vieste?

(a foto fui eu que tirei, agradecía-se que não copiassem)

02 fevereiro, 2011

onde é que tens a cabeça? fugiu.
expulsei-o, dei-lhe com a porta bem no centro daquela cara que já me pintou tantos desejos e ele saíu, ensoberbado e cheio de orgulho.. bem, mandei-o embora mas esquecí-me que ele estava em todos os meus pensamentos, em todos os segundos. estava nas aulas que não ouvía, nos passos em que me arrastava, nos textos que não escrevía. estava em tudo e em tudo estava. mandei-o embora e de tanta distracção, acabei por me mandar embora a mim mesma. não sei da minha cabeça - fugiu.

27 janeiro, 2011

04 janeiro, 2011

diz lá como é que queres viver?
com medo de arriscar, com medo de lutar,
com receio de demasiado saber ..

como é que queres ter?
mentindo, tomando o papel secundário .
dá que fazer ..
tudo o que desejas, como é q o pretendes manter ?

não há nada a fazer,
pois que assim seja ..
vais continuar a caminhar de atravessado
por mais perto que o futuro esteja .

abre os olhos para o mundo !
pára. pára com as lamúrias e questões,
não vês que tudo o que tens é o segundo ?
pára, logo vês as soluções..

vais ver,
vais mudar tudo o que queres,
olhar para tudo o que perdes-te e já não podes ter,
e aí, por muito arrependido, não desesperes ..

03 janeiro, 2011


já não me persegue, acompanha-me . o tempo anda cançado . as saudades andam cheias, andam cheias de dias q passam e só trazem mais desejo, andam cheias de ti . enchem-me os sonhos .